sábado, 21 de janeiro de 2017

SEU IBRAHIM E AS FLORES DO CORÃO

Tempos atrás vi/ouvi falar muito desse Seu Ibrahim e as flores do Corão. 
Confesso que em tais situações divide-se em mim dois tipos de sentimento: 
- Um que é a curiosidade, o tal do "como será?"
- O outro é o medo: "será que é bom mesmo?" E se for honesta direi que tem um terceiro sentimento: "vai ver que é uma boa porcaria."


Nem sempre resisto, e muitas vezes depois de refletir e pesar prós e contras acabo comprando o "maledeto" que invariavelmente junta-se aos outros tantos que aguardam na pilha de livros por ler. Não foi diferente com esse aqui

Peguei o livrinho (é um livrinho mesmo, um conto talvez) um sem número de vezes e depois de uma ou duas páginas fecho o bendito pensando:
1. Que negócio mais chato!
2. O que é que viram aqui?

Até que um dia depois de insistir com uns certos Fidalgos resolvo que mereço tentar outra coisa e numa rápida olhada nas prateleiras em busca de livro encalhado retiro de lá o Sonho de uma noite de verão, comédia do bardo, e mais esse Seu Ibrahim que descubro desta vez que é uma delícia e que me faz dar um riso aqui e outro ali. Um livrinho delicioso e que apesar de tão pequeno tem tanto por dizer.

Um livro sobre amizade...

Grifo
  Esse lugar aqui é pobre, Seu Ibrahim? 
- É sim, é a Albânia. 
- E ali? 
- Pare o carro. Está sentindo? Tem cheiro de felicidade, é a Grécia. As pessoas estão imóveis têm todo tempo do mundo para nos ver passar Sabe, Momô, trabalhei a vida inteira, mas trabalhei lentamente, sem pressa nenhuma, não queria só ter lucro ou ver os fregueses entrando e saindo. A lentidão é o segredo da felicidade.
Título: Seu Ibrahim e as Flores do Corão
AutorEric-Emmanuel Schimitt
Editora:  Nova Fronteira
Pág: 80
Leitura14 a 12/01/2017
Sinopse: Na Paris dos anos 60, um encontro improvável mas precioso revela uma mensagem universal. Momô, um garoto judeu de 12 anos, e seu lbrahim, velho árabe dono da mercearia da rua Azul, tornam-se grandes amigos depois da visita inusitada de Brigitte Bardot. Desse dia em diante, nada mais seria fortuito nos destinos do velho e do menino. A primeira lição que Momô aprende com seu novo amigo é que não há uma muralha permanente entre seu mundo e o dos adultos, como ele acreditava: a vida é muito mais feliz quando seu lbrahim está por perto. Nas situações mais simples do cotidiano, o velho árabe transmite ao menino a sabedoria mística do islã, sem usar de doutrinas ou pregações. Ao mostrar-Ihe o essencial da vida e despertar nele o desejo da experiência, seu lbrahim faz com que o menino descubra a si mesmo e os horizontes de sua própria juventude. Seu lbrahim e Momô desbravarão o mundo. E não serão apenas amigos, como pode parecer à primeira vista. Esse é apenas mais um dos ensinamentos de seu lbrahim. As aparências realmente enganam: o homem velho não é árabe, a rua Azul não é azul e o menino talvez não seja judeu. Seu lbrahim e as flores do Corão é uma fábula encantadora, surpreendentemente cômica e filosófica, que mistura algumas das questões mais fundamentais da existência humana com situações inusitadas do dia-a-dia. Escrita com estilo e simplicidade por Eric-Emmanuel Schmitt, premiado autor francês, a história do velho árabe e do menino judeu é atualmente um dos livros de maior sucesso de público e crítica em toda a Europa e, em breve, chega também às telas de cinema do mundo inteiro, com o ator Omar Sharif no papel de seu Ibrahim.

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